Cartas de Amor aos Mortos - Ava Dellaira

Oi, gente! Como estão? Eu estou em conflito interior depois de ler Cartas de Amor aos Mortos, de Ava Dellaira, trazido para o Brasil pela Editora Seguinte.



    Eu fiquei com muita vontade de ler o livro desde antes do lançamento e até tive oportunidade, mas fiquei um pouco receosa depois de uma crítica negativa. Esses dias eu resolvi lê-lo porque a Dana e a Priscila do Feed Your Head me chamaram para ajudá-las no evento de encontro de leitores da Seguinte que vai acontecer nesse sábado (06/12), às 15 horas na Livraria Cultura aqui de Fortaleza e que terá o livro como tema, mais informações aqui.
    Então, o livro conta a história de Laurel, uma menina que está em um momento muito difícil de sua vida pois acaba de perder sua irmã May, a pessoa que ela mais admirava. Ela se sente um pouco culpada porquê estava com ela na hora de sua morte e ela ficou tão chocada que não sabe ao certo se foi um acidente ou suicídio, mas ela sente que poderia tê-la impedido.
    Laurel muda de escola e começa o Ensino Médio em um novo ambiente, deslocada e com medo que alguém saiba sobre sua irmã e sinta pena dela. Os pais de Laurel estão separados e sua mãe foi para longe. Laurel queria muito ser como sua irmã, que para ela era perfeita em todos os sentidos.
    A professora de inglês passa um trabalho onde deve-se escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel escreve uma carta para Kurt Cobain, o ex-vocalista da banda Nirvana, que se suicidou há muito tempo. A partir daí ela escreve cartas para vários cantores, escritores e atores que ela e sua irmã gostavam, contando seus acontecimentos e frustrações e relacionando tudo às memórias de May e com a vida dessas pessoas.



    Ao lado de amigos, um garoto especial, uma tia de Jesus, uma mãe distante, um pai reservado, a vontade de ser May, bebidas, coisas muito ruins e uma cabeça problemática, nos envolvemos na história de Laurel e temos vontade de entrar no livro e abraçá-lá. É um livro que nos destrói, tive que parar de ler várias vezes para chorar. Em vários momentos me lembrei de As Vantagens de Ser Invisível, mas não de uma forma ruim. Sendo As Vantagens o meu livro preferido, abracei a vida de Laurel como se ela fosse uma nova amiga, com certeza ela conseguiu se inserir no meu mundo de pessoas que eu gostaria que existissem.
"O mundo parece um túnel de silêncio. Descobri que, às vezes, momentos marcam nosso corpo. Eles estão ali, alojados sob a pele como sementes pintadas de surpresa, tristeza ou medo. E se você virar para um lado ou cair, uma delas pode se soltar."
    Estou com o meu coração na mão, porquê na verdade essas pessoas existem, pessoas como Laurel, como Charlie. A depressão, independente do que a tenha causado, é uma coisa que precisa ser levada a sério. Precisamos entender e saber lidar com as pessoas, nós nunca sabemos o que cada um tem dentro de si. Precisamos encontrar motivos que nos mostrem que mesmo que seja só as vezes, vale a pena viver. Digo isso até para mim mesma, que esse ano sofri com muitas perdas, mas Laurel me ajudou. É para essas e outras que a literatura serve.
    Espero que gostem do livro e que tentem ir ao evento, até depois :).



4 comentários:

  1. Ei, tu é paia Alba </3. Agora quero ler mais do que nunca. aff

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  2. Oi, Alba! Tudo bom???

    Tenho esse livro e abandonei (sim), mas não porque é ruim e sim porque eu não estava no momento certo. Vou terminar nas férias!

    P.s: queria ter ido ao evento =/ Fica para a próxima!

    Beijos,
    www.falandoemlivros.com

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    1. Oii, Fernando! OWWWN, VOLTE A LÊ-LO JÁ! Prometo que ele é muito tocante </3.
      Perdeu o evento viu? Foi muito legal!

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