A Dama da Meia-noite já está entre nós



Depois de longos dois anos (que suspeito ela ter deixado pra Sarah J Maas conseguir alavancar seus livros no Goodreads), Cassandra Clare decidiu ressurgir das cinzas com o tremendo Dama da Meia-noite, livro que inicia a trilogia Os Artifícios das Trevas.  

Como o bom shadowhunter que sou (fazia milênios que não sabia nada sobre o universo), adquiri o livro assim que ele saiu no Brasil [comprei porque necessitava ter a capa brilhosa] mas para ser sincero, estava bem desanimado para lê-lo. Depois da bomba que foi Rainha das Sombras, o quarto volume de Trono de Vidro, comecei a criar medo e, até mesmo, aversão a youngs adults de fantasia. Bem, Dama da Meia-noite é fantasia YA, então né... Mas olha, logo após o livro ter saído, uma enxurrada de comentários positivos [que em sua maioria diziam ser o melhor livro da Cassie] eu fiquei curioso, mas mesmo assim fui empurrando até chegar uma hora em que eu disse para mim mesmo: "Olha, ou você lê esse livro, ou você não é mais shadowhunter!". Não houve escapatória e tive que ler. E bem...


Pausa dramática.


Eu gostei pra caramba! Apesar de discordar totalmente dos que dizem que este é o melhor livro da Cassie. Alto lá! Ainda vai ser preciso muito sofrimento pra fazer com que Dama da Meia-noite seja superior a Princesa Mecânica (tipo, MUITO!). Mas preciso concordar que o início de Artifícios das Trevas é um dos melhores inícios que eu já li. 


Vamos por parte.


Você já leu Instrumentos Mortais? Já leu ao menos Anjo Mecânico? Se não, recomendo a busca dos dois livros citados no Skoob e logo depois na Amazon ou na sua livraria preferida (rs). Mas antes de qualquer coisa, se você pretende ler Dama da Meia-noite é de extrema importância que você tenha lido tanto Instrumentos Mortais quanto Peças Infernais. Tudo bem se você tem preguiça de ler nove livros e quer começar pelo novo e badalado Dama, mas vai por mim, você vai tá perdendo a melhor parte. Além disso, em muitos momentos de Dama há diversas referências à Instrumentos Mortais e Peças Infernais, sem contar alguns detalhes do universo shadowhunter que são explicado nas outras séries, ou seja, você vai ficar bem alheio uma parte do livro, então não recomendo a leitura sem antes ter lido a sextologia e a trilogia principais. 


Voltando para o conteúdo de Dama, eu vou por aqui uma curta sinopse do livro porque se eu for contar, spoilers podem rolar, então vou privar vocês disso. 

Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

Suas buscas levam Emma de cavernas no mar cheias de magia para uma loteria sombria onde a morte é dispensada. Enquanto ela vai descobrindo seu passado, ela começa a confrontar os segredos do presente: O que Julian vem escondendo dela todos esses anos? Por que a Lei Shadowhunter proíbe parabatais de se apaixonarem? Quem realmente matou seus pais e ela pode suportar saber a verdade?

Como podem perceber, é mais uma história YA. A grande diferença é: uma história YA que se passa no fabuloso universo shadowhunter. 
Antes de começar a ler, eu já conhecia Emma e sua trupe de outros carnavais (no caso de Cidade do Fogo Celestial) e meu primeiro contato com a garota foi bem amigável [coisa rara, porque eu sou bem rabugento com personagens], em Dama não foi diferente, gostei bastante da demasiada coragem da garota. 

O fio condutor das quase 600 páginas é o mistério envolvendo a morte dos pais de Emma e de outros seres do submundo. Engraçado que esse livro beira a um romance policial, mas no caso, de forma bem fantasiosa. Além disso, durante toda a narrativa, como é de costume em livros YA, vamos acompanhando os dramas dos personagens, principalmente o de Julian e Mark, sendo o de Mark bem mais interessante do que o de Julian.

Por falar em Mark, o núcleo dele foi desenvolvido de uma forma tão bela e ao mesmo tempo tão triste que eu não via em um livro YA desde Peças Infernais. 

Outra coisa que me agradou em Dama foi a questão da representatividade. Esse livro há uma infinidade de personagens fortes [sempre bom reforçar isso] que representam minorias que na maioria das vezes são esquecidas nos livros YA [Sarah J Maas, alôoo, ninguém aguenta mais só personagem branco e loiro não!].


Apesar de não ser muito fã de romances, consegui ficar bem tocado e até (risos) emocionado com Emma e Julian. A relação dos dois é tão forte, tão poderosa que chega bate uma raivinha por existir a lei dos parabatais.


E uma das melhores coisas que aconteceu no livro foi a presença mais do que especial de personagens conhecidos das outras séries. Foi uma delícia revê-los e chega bateu uma nostalgia do tempo em que eu era super vidrado no universo shadowhunter.


Para não me prolongar mais do que me prolonguei, o que eu tenho a dizer sobre Dama da Meia-noite é que é um livro acima da média para o atual padrão dos YA, Cassandra Clare consegue deixar os seus fãs com uma nostalgia imensa do universo shadowhunter e das suas histórias. Se você já leu Instrumentos e Peças, não perca tempo e leia Dama! Estou ansioso para saber o que vai se desenrolar dos dramas de Emma e seus amigos, que agora já são amigos meus também.






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