The Book of Deception (Resenha: The Kiss of Deception)



Antes de mais nada, eu acho que a Darkside não publicaria uma palhaçada dessa. [Ops, eles publicaram.] Começo esse post falando logo que eu estou revoltado com essa situação (não é pra tanto, mas um drama sempre é bom). 


Estou brincando, tá, gente?

Mentira, não estou. 

Eu poderia começar esse post de várias maneiras, mas eu escolho começar por essa:

PAREM DE HYPAR LIVROS COMUNS.

Até agora estou tentando entender o motivo de tamanho burburinho com esse livro. A impressão que eu tenho é que a maioria dessas pessoas que falaram bem horrores dessa história nunca leram nenhum YA [o que é uma grande ironia]. 

Falar sobre livros ruins é algo extremamente complicado e delicado, principalmente quando este tem uma gama de admiradores. Vou tentar ser o mais ameno possível. 

Desde quando a Darkside anunciou o lançamento de The Kiss of Deception, eu e uma amiga ficamos bem curiosos e brincávamos entre nós que se a gente gostasse do livro, iríamos rir bastante, mas tudo o que esperávamos (de ruim) da história se concretizou. Comecei a ler sem expectativa alguma e mesmo assim me decepcionei profundamente. 

Eu poderia simplesmente resumir essa minha indignação em: livro fraco, clichê e com personagens que têm a personalidade de um pires. Mas ela consegue ir além disso. São muitas coisas que me irritaram nesse livro. Começando pelo hype desnecessário. Se for pra hypar algo, que seja pelo menos uma coisa inovadora, não uma história que é comum em todos os YA's, sejam eles de fantasia, distopia etc. Logo depois, a narrativa de Pearson é lenta e arrastada, são 240 páginas de puro lenga-lenga e acontecimentos desnecessários (na verdade, nada de relevante acontece), junto a isso, em uma tentativa frustrada de inovar, criou um esquema de narração para o leitor descobrir quem é o príncipe e quem é o assassino que, ao meu ver, é algo tão desnecessário que o livro poderia muito bem não ter isso. Além de tudo isso, a história consegue ser mais clichê que A Seleção (aquele blurb que tem na capa nunca foi tão sincero). É CLICHÊ AO MÁXIMO. A sensação que tive de ler The Kiss of Deception é de que, na verdade, tava lendo algo da Meg Cabot [não que Meg Cabot seje ruim, mas é que o tipo de plot é o mesmo dos livros de Cabot.]

Ok. Depois de passar por muita decepção em mais da metade do livro, quando cheguei na tão comentada reviravolta, eu ri. Eu ri M U I T O. Vocês não fazem ideia do quanto eu ri. Após ter lido o que o pessoal tanto comentava que era uma coisa incrível e blá blá blá, eu só conseguia rir. Gente, sério, é uma reviravolta tão ridícula, mas tão ridícula que eu peguei o livro e comecei a levar ele na brincadeira, como se fosse filme da sessão da tarde e aí as coisas melhoraram um pouco. 
Depois disso, eu tenho é medo do que as pessoas consideram incrível ou inovador, porque olha... 

Em suma, eu não gostei da história e tampouco me conectei com os personagens. Achei a narrativa de Pearson comum, com muita enrolação e páginas desnecessárias. A personalidade dos personagens consegue ser mais fraca que suco de pitomba. A única coisa que se sobressai é a edição de extremo bom gosto da Darkside, mas apenas isso mesmo. 

The Kiss of Deception promete muito, mas no final mostra que não passa de mais um livro YA fraco. Tem muito romance onde havia sido prometido ação e fantasia. Enfim, se você busca história emocionante, os livros da Sarah J Maas estão aí (que mesmo os últimos não tenham sido tão bons,  conseguem ser infinitamente melhor.). Isso é tudo por hoje! 




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